Grespan, Jorge

Graduado en Economía e Historia por la Universidad de San Pablo (USP), doctor en Filosofía por la UNICAMP, postdoctorado en la Freie Universität de Berlín. Profesor del Depto. de Historia de la FFLCH-USP. Autor, entre otras obras, de O Negativo do Capital (1998) y Revolução Francesa e Iluminismo (2003).

Marx, pensador do possível

Autor(es)

No começo do século XX, vários autores, especialmente os de inspiração marxista, constataram mudanças históricas fundamentais no capitalismo, que havia passado para um estágio monopolista, de grande concentração industrial e integração com os bancos. No caso dos marxistas, estas mudanças adquiriam uma importância adicional, pois implicavam novas posições na luta revolucionária contra um sistema ainda mais forte. Lukács, que elaborava então uma reconstituição do pensamento de Marx a partir do conceito de fetichismo, percebeu que este poder do capital também se tornara mais forte com as mudanças ocorridas. Como seria então possível desenvolver-se a consciência de classe revolucionária, se a ela se oporiam os mecanismos de um fetichismo assim fortalecido? Esta questão, central na História e Consciência de Classe, repercute hoje ainda com mais intensidade, diante dos novos instrumentos do fetichismo e, por outro lado, da crise profunda em que nos encontramos e que talvez esteja apenas no início. Trata-se, também nestes nossos tempos, de avaliar se a própria crise não poderia servir para destruir as ilusões neoliberais sobre a capacidade do capitalismo proporcionar uma sociedade desenvolvida e igualitária, ou seja, se uma crise pode contribuir para a desmistificação crítica do fetichismo. Num sentido muito próximo do de Lukács, a presente comunicação pretende enfocar o problema retomando alguns textos estratégicos de Marx. 

Benjamin y las representaciones de la Modernidad

Autor(es)

Es muy conocida la crítica de Benjamin a la Modernidad, en especial en su último período de investigaciones (1935-1940), marcado por el Trabajo de los Pasajes [Das Passagen-Werk]. La caracterización de la metrópolis industrial por su arquitectura –los pasajes o las anchas avenidas, que facilitan la circulación y dificultan las barricadas– y por sus tipos –el flâneur es tan solo el más famoso de ellos– permite entrever el origen del problema: la mercancía y su fetiche. El flâneur es definido como “fetichista de la mercancía”, que pasea sin rumbo aparente por la ciudad que se ha vuelto grande e anónima; que flirtea con “paseantes” con quienes nunca más se encontrará; y que admira las vidrieras donde las mercancías se exponen como obras de arte. Las calles más anchas y repletas de tiendas expulsan al burgués hacia sus casas, cuyos interiores, ricamente decorados con mercancía de lujo, intentan crear mundos en miniatura. Y comienzan las grandes exposiciones mundiales, o ferias universales, como “centro de peregrinación al fetiche mercancía”,[1] en una nueva religión estética.
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