Amorim, Henrique

Professor de Sociologia da Unifesp/Campus Guarulhos. Publicou: Trabalho Imaterial: Marx e o Debate contemporâneo. São Paulo: Annablume, 2009; e Teoria Social e Reducionismo Analítico: para uma crítica ao debate sobre a centralidade do trabalho. Caxias do Sul: EDUCS, 2006. henriqueamorim@hotmail.com

Clases sociales y trabajo inmaterial

                                                (Versão em português)

El debate sobre la centralidad del trabajo inmaterial y de su fuerza transformadora tomó cuerpo en los últimos decenios e influenció muchas tesis de la economía política y de la sociología del trabajo. El eje central de este debate muestra una línea de raciocinio algo mecanicista: transformaciones en las calificaciones profesionales, en el contenido del trabajo y en la producción habrían alterado la lógica de producción de mercancías, poniendo en jaque a la “ley del valor”, dada la imposibilidad de medición de los productos inmateriales.

A partir de estos presupuestos, un universo de conclusiones derivadas se inserta en el cuadro de este debate. Las dos más contundentes remiten al carácter creativo de la producción inmaterial y a su lógica anticapitalista. En estos términos, la producción inmaterial sería la propia antesala de las fuerzas sociales contrarias a la reproducción social del capital. El debate se concentra en algunos equívocos teóricos. El primero de ellos está en la relación directa entre producción material y producción física. Se toma la contraposición entre material e inmaterial, considerando al primero como materia física y el segundo como no materia. El segundo, es tal vez el equívoco más importante, es el que considera que la materialidad o la inmaterialidad se caracterizan en base a la utilidad del producto, o así mismo, en el contenido de las calificaciones profesionales de los productores involucrados en el proceso de producción. 

Classes sociais e trabalho imaterial

                                        (Versión en español)

O debate sobre a centralidade do trabalho imaterial e de sua força transformadora tomou nos últimos decênios volume e influenciou muitas teses da economia política e da sociologia do trabalho. O eixo central desse debate indica uma linha de raciocínio algo mecanicista: transformações nas qualificações profissionais, no conteúdo do trabalho e na produção teriam alterado a lógica da produção de mercadorias, colocando a “lei do valor” em xeque dada a impossibilidade de mensuração dos produtos imateriais.

A partir dessa pressuposição, um universo de conclusões derivativas é indicado no quadro desse debate. As duas mais contundentes remetem ao caráter criativo da produção imaterial e a sua lógica anticapitalista. Nestes termos, a produção imaterial seria a própria ante-sala das forças sociais contrárias à reprodução social do capital.
O debate concentra-se em alguns equívocos teóricos. O primeiro deles está na relação direta entre produção material e produção física. Toma-se a contraposição entre material e imaterial, considerando o primeiro como matéria física e o segundo como não matéria. O segundo, e talvez mais importante equívoco, é o de que a materialidade ou a imaterialidade caracterizam-se com base na utilidade do produto ou mesmo no conteúdo das qualificações profissionais dos produtores envolvidos.
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